França Junior

Opinião - 02/09/2016

COMEÇAMOS A RESGATAR O BRASIL

Caros amigos. Em função de inúmeros compromissos profissionais acabei impossibilitado de escrever essa coluna nas últimas semanas. Mas nesta semana histórica, apesar da agenda completamente cheia, tive que dar um jeitinho e voltar a me dirigir a vocês. Afinal de contas, o feito alcançado em 31 de agosto de 2016 não foi pouca coisa. Estamos vivenciando e construindo a história, e dentro em breve livros serão escritos e muito se falará e se estudará sobre este momento. Depois de uma dura batalha nas ruas, iniciada em março de 2015, nas redes sociais, nos meios de comunicação, nas casas, nos escritórios, nas fábricas, e em todo o lugar, o povo brasileiro afastou definitivamente o governo mais incapaz, prepotente e corrupto de nossa história, mostrando ao mundo a força e o poder de nossa jovem democracia. 

Mostramos ao mundo que não nos acovardaremos, que não esmoreceremos, que não mais permitiremos que projetos messiânicos de poder sejam implantados em nosso país. Nós, a sociedade civil, mostramos a toda a nossa classe política e dirigente, que aquele país no jeitinho, do conchavo e da corrupção não existe mais. Que não mais admitiremos que a desfaçatez, a soberba e a abolição dos valores éticos e morais sejam nossa palavra de ordem. E que mesmo na hipótese de algum novo profeta chegar a nos iludir por algum tempo, teremos autonomia, lucidez e instituições sólidas para nos proteger. Afinal de contas descobrimos, mesmo que de forma desajeitada e improvisada, que as pessoas de bem não são a minoria nesse país. E que temos a força.

É claro que ainda há muito o que fazer. Muito mesmo. Temos ainda um congresso majoritariamente fraco e incompetente, classista e fisiologista, e com dezenas de parlamentares investigados por crimes de toda a ordem. Temos ainda Cunha e Renan. Temos um judiciário que muitas vezes caminha no sentido oposto à razão, ao bom senso e até mesmo na contrapartida de básicos preceitos jurídicos e de nossa constituição. Temos ainda Toffoli, Zavascki e, principalmente, Lewandowski. Mas acredito que descobrimos o caminho. Que juntos temos o verdadeiro poder. Que a povo brasileiro nas ruas pode e irá transformar definitivamente esse país. E que todo esse duro processo nos tornou um país melhor, com cidadãos mais participativos, mais ligados, mais “cascudos”. E vigilantes.

Portanto, é hora agora de pensamos o país que queremos pela frente. Que país deixaremos para as nossas futuras gerações? Passado o pesadelo, entendo que o momento é de reconstrução nacional para enfrentarmos a maior crise política, econômica e moral de nossa história. Em termos políticos, precisamos urgente de uma reforma política, especialmente com a diminuição no número de partidos. E de renovação. Sabemos que o processo será muito duro e longo, uma vez que há muita gente a ser mandada de volta para o “trabalho” (e para a cadeia, em muitos casos). E devemos começar pela base, com as eleições municipais deste ano.

Em termos econômicos o processo não será menos árduo e duradouro. Teremos muitos anos pela frente. Será necessário primeiramente estancar o grande câncer implantado pelo modelo petista, que é o do absoluto desrespeito e descontrole sobre os gastos públicos. Por esse motivo se o governo Temer conseguir aprovar a PEC sobre o controle de gastos já teremos dado um grande salto para recolocar o país nos trilhos. Se colocarmos as contas públicas em equilíbrio, e conseguirmos quebrar a inércia inflacionária que voltou a ser uma realidade no Brasil, diminuiremos sensivelmente a pressão sobre os preços. E assim, com diminuição dos juros e retomada do crédito, podermos voltar a incentivar o crescimento da economia.

E por último entramos talvez na questão mais difícil e delicada que é conter e reverter a intensa crise ética e moral que vivemos. Resgatar a nossa dignidade e o orgulho de sermos brasileiros, e retomar o respeito do restante do mundo, também não será tarefa fácil. Provavelmente, de gerações. Entendo ter sido esse o maior dano sobre a nossa sociedade. Mas precisamos começar agora. Primeiro como indivíduos, ao respeitar as leis e as regras gerais de boa conduta. O nosso limite começa onde termina o do outro. Depois em nossas famílias, com nossos filhos e netos. Sempre é bom lembrarmos que o exemplo tem que vir de casa. E por último, como cidadãos, em nossas escolas, em nosso trabalho. Mais participativos e engajados nesse doloroso e longo processo de reconstrução nacional de nossa auto-estima. Sim, nós podemos. Provamos isso no último dia 31. O povo brasileiro acordou. E o Brasil que nos foi roubado, está sendo retomado. 

Um “AgroAbraço” a todos!!!

Flávio Roberto de França Junior

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